Como uma empresa pode se adaptar para receber um funcionário com deficiência auditiva?

É um grande equívoco pensar que os surdos fazem leitura labial. Trata-se de um mito. Alguns apenas conseguem porque fizeram sessões de fonoaudiologia ou tem facilidade. A maioria necessita de um intérprete de libras. Sem a comunicação efetiva, inúmeros desentendimentos e conflitos podem acontecer. Ruídos durante a conversa podem atrapalhar as relações.

Diferente de outros tipos de deficiência, onde exige-se obras arquitetônicas e projetos de engenharia, as adaptações para receber um funcionário surdo são simples, mas não devem ser ignoradas. O surdo apenas usa outra língua, ele necessita de um intérprete ou mesmo um colega de trabalho que se disponibilize a usar a LIBRAS e se faça entender. Essa é a acessibilidade que necessita.

Pensando na quebra da Barreira Comunicacional, impedimento gerado pela falta de informações acerca do local – comunicação disponível (ou não) em seu entorno, sendo visual e/ou auditiva – um bom exemplo seriam os alarmes, que ao soarem também devem ser luminosos.

O Artigo 8º do decreto 6849/2009 diz respeito à Promoção o reconhecimento das habilidades, dos méritos e das capacidades das pessoas com deficiência e de sua contribuição ao local de trabalho e ao mercado laboral. Se fosse levado às vias de regra, não somente o surdo seria beneficiado, bem como todos do ambiente de trabalho, possibilitando uma troca e um maior envolvimento das pessoas.

Infelizmente as pessoas atribuem aos surdos apenas tarefas como limpeza, auxiliar de serviços gerais, pois atribuem a sua falta da fala com incapacidade laboral, mas na verdade estão desperdiçando grandes funcionários. Além disso, por não prestar atenção em conversas paralelas, o surdo desenvolve com atenção e agilidade suas tarefas, tranquilamente podem desenvolver com sucesso atividades referentes à logística, planilhas ou até mesmo funções que envolvam criação, cálculos e softwares.

Tudo bem que falar inglês, por exempl, é importante, mas você já pensou em aprender também a segunda língua oficial do Brasil – a libras?

Por  Karina Zonzini

Fonte: Administradores 

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