Estudantes disseram ‘se colocar no lugar de surdos’ para escrever redação do Enem em MS

O tema da redação foi a grande surpresa para candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Campo Grande. Ao G1, muitos disseram que foi um momento de grande reflexão, de pensar no preconceito e até mesmo de se colocar no lugar do próximo.

“Eu fiquei surpreso porque nunca estive muito próximo de surdos. Foi bom para pensar no próximo e se colocar no lugar de quem tem qualquer tipo de deficiência. É um tema que parece fácil de ser abordado, mas, quando pensamos nos ambientes em que o surdo enfrenta preconceito, nas críticas com relação a educação complexa que é necessária”, comentou o estudante Marcelo Miranda de Oliveira, de 18 anos, que presta o exame pela 2ª vez e pretende cursar agronomia.

A estudante Joniele Helena Silvérios, de 29 anos, disse que o tema foi algo que ela jamais esperava. “Eu comecei a pensar na educação do surdo, nas dificuldades que enfrenta. E penso também quem nasceu surdo tem mais facilidades de se adaptar do que quem ficou ao longo do tempo. No meu texto, ainda falei do preconceito, porque não deve ser fácil passar por isso”, comentou.

Acadêmico de Direito, César Augusto da Silva, de 18 anos, diz que realizou a prova para o próprio conhecimento. “Esse tema me surpreendeu também, pensei em algo relacionado ao sistema carcerário e novos formatos de família. Mesmo assim, acredito que fui bem”, avaliou. A estudante Anizia da Silva Samuel também estudou temas como homofobia e mobilidade urbana.

Estudante conversou com colegas na saída sobre tema da redação (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Estudante conversou com colegas na saída sobre tema da redação (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

 

“Foi fácil na minha opinião. Realmente eu esperava outros temas, mas, estudei e me preparei bastante”, comentou Silva, que faz a prova pela 2ª vez e sonha em fazer faculdade de Medicina Veterinária. Da mesma maneira, pensou a assistente administrativo Andreza Grando. “Eu achei tranquilo, só que pensava em temas como violência contra a mulher, algo relacionado a política e outras coisas da atualidade”, comentou.

No decorrer do tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, houve dados sobre o número de alunos surdos na educação básica entre 2010 e 2016, um trecho da Constituição Federal afirmando que todos têm direito à educação, e um texto explicando que, em 2002, a linguagem brasileira de sinais (Libras) passou a ser considerada a segunda língua oficial do Brasil.

Além disso, um anúncio do Ministério Público do Trabalho que, segundo o site do MPT, foi publicado em 2010, abordou um quarto aspecto da questão: o fato de surdos seguirem excluídos por causa do preconceito, mesmo que tenham a formação educacional necessária para entrar no mercado de trabalho.

Fonte: G1

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