Natalense precisa de recursos para participar do Mundial de Handebol de Surdos

O Rio Grande do Norte acabou não tendo um representante entre os 23 escolhidos da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de Futebol que acontece na Rússia, durante junho e julho deste ano.

Porém, há uma potiguar que superou várias dificuldades e vai realizar o sonho de disputar um mundial: é a natalense Árika Yasmin, de 25 anos, que foi convocada para representar o Brasil na disputa do Campeonato Mundial de Handebol de Surdos, em Caxias do Sul, de 12 a 22 de julho, que terá 12 países de várias regiões do mundo.

A sensação de representar o país fazendo algo que gosta é nítida nos olhos de Árika, que conversou com à TRIBUNA DO NORTE com auxílio de Kátia Junqueira, secretária executiva da Associação de Surdos de Natal (Asnat), por meio da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). A natalense conta que receber a convocação foi um sentimento indescritível.

“A sensação de representar o estado é única. Fiquei muito feliz, saí contando para todo mundo. Sinto um frio na barriga, mas vai dar tudo certo”, contou entusiasmada a atleta, por meio de gestos. Ela espera que a disputa no torneio possa se tornar uma semente para poder se profissionalizar no esporte.

A surdez, como lembra o pai, Gildo Damasceno, foi descoberta aos três anos de idade, num exame que constatou a doença num estágio “profundo”. A situação, com a qual Árika teve de conviver durante toda a vida, foi tirada de letra, conforme recorda o pai. Ele revela que a filha leva uma vida completamente normal, uma vez que trabalha como auxiliar de vendas e no setor de tecnologia da informação (curso o qual tem diploma de ensino superior) de uma empresa automotiva em Natal. Entre a rotina incessante de treinos e trabalho, a natalense ainda se desdobra nos estudos: atualmente Árika ela estuda Letras-Libras na UFRN.

Além do currículo vasto, Árika será a única jogadora do Norte-Nordeste a estar entre as convocadas, que também terá o técnico potiguar Flávio Tinoco, auxiliar-técnico da Seleção e um dos responsáveis pela formação da atleta no handebol. Aliado a isso, Árika comentou que um evento dessa magnitude, isto é, específico para surdos, dá a oportunidade das pessoas conhecerem a realidade de pessoas com essa deficiência. “O esporte foi importante tanto na interação, quanto em questões de saúde. Me sinto mais forte”

No meio de todo o objetivo da natalense em disputar o Mundial, há um pequeno empecilho: os custos para a viagem da atleta. Tendo que arcar com passagens de avião, hospedagem e estadia no sul do país, Árika necessita de auxílio financeiro para viabilizar a viagem à Caxias do Sul/RS. Entre os gastos, o pai Gildo Damasceno estima entre R$ 1.500 reais apenas para as passagens de avião, que precisam ser adquiridas o mais rápido possível, uma vez que a filha embarca no dia 9 de julho, três dias antes da estreia no torneio. Em terras gaúchas, ela permanece até o dia 22, data de encerramento.

As doações devem ser enviadas para a conta aberta na Caixa Econômica Federal (número: 4174-4, Agência: 4888, Operação: 013) . Num  torneio que dá representatividade a um grupo de pessoas, muitas vezes esquecidas pela sociedade, Árika Yasmin pretende driblar ainda mais as dificuldades, marcar seus gols e quem sabe, trazer uma medalha para o Rio Grande do Norte.

Fonte: Tribuna do Norte

Já conhece a Audithus? Venha nos visitar!
contato@audithus.com.br
São Caetano: 11 2376-7703
Santo André: 11 2325-3357
São Bernardo: 11 3907-6463
Mauá: 11 3500-4423

0 comments on “Natalense precisa de recursos para participar do Mundial de Handebol de Surdos

Comments are closed.