Policiais do AP irão aprender linguagem de sinais para abordar suspeitos surdos

Procedimento é pioneiro no estado e passou a ser adotado nesta terça-feira (26) com o lançamento do projeto “Mãos que falam, olhos que ouvem”.

No Amapá, policiais militares que atuam nas ruas terão aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para tornar a abordagem a suspeitos surdos mais eficiente e menos traumatizante. Esse procedimento é pioneiro no estado e passou a ser adotado nesta terça-feira (26).
Em um evento no Museu Sacaca, em Macapá, houve o lançamento do projeto “Mãos que falam, olhos que ouvem: a inclusão da pessoa com deficiência auditiva no atendimento da Polícia Militar”, que quer cumprir o direito constitucional de acessibilidade aos serviços de segurança à pessoas com deficiência auditiva.
O estado é o terceiro do Brasil a implantar a medida. A iniciativa é da Polícia Militar, em parceria com o Centro Integrado de operações de Defesa Social (Ciodes).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 12 mil pessoas com algum tipo de deficiência auditiva no Amapá. Desses, 3 mil têm perda total da audição.
Em outubro serão capacitados 100 policiais em libras e a meta é habilitar 1 mil militares em doze meses. A tenente Flávia Tabosa explica como se dará a capacitação.
“O curso de libras fará parte da grade curricular da formação dos policiais militares. A priori não temos como identificar se o cidadão é surdo ou não. Durante a abordagem é que vamos detectar e o ideal é que ele se identifique como surdo através de libras”, explica.

Sobre as dificuldades de se comunicar com um suspeito surdo, a tenente diz que, muitas vezes, é difícil até mesmo perceber esta particularidade.
“Se para o policial é uma situação estressante o suspeito não obedecer as ordens dadas, imagine para o surdo que vê um policial com cara de nervoso, apontando uma arma e dando ordens que ele não entende”, conta Flávia.
Ainda como parte do conjunto de ações para atendimento aos surdos, a PM disponibilizou atendimento ao 190, por meio de aplicativo de mensagens. É preciso que a pessoa se cadastre no Centro de Atendimento ao Surdo (CAS), munida de foto, número de um telefone e comprovante de endereço.
O contato será enviado ao Ciodes, que prestará socorro mediante identificação do número. O prédio do CAS fica localizado na Av. José Antônio Siqueira, 875, no bairro Laguinho, Zona Norte de Macapá.

Fonte: G1

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